quarta-feira, abril 13, 2005

Quando chegam ao fim os ataques pessoais?

"Pouco me preocupa quem atirou a primeira pedra.
Sou um aljustrelense altivo e sinto-me desiludido com a penúria da maioria dos comentários.
O combate político tem limites, a imaginação não. Só assim se explicam algumas heresias.
Quem fica a ganhar com a velha questão : O meu é melhor que o teu. Quem ?
Ninguém ganha com isso, nem com comentários ultrajantes.
Compreendo que os dedos ao tocarem nas teclas, descarregam alguma fúria que é alimentada por expectativas falhadas e receios escondidos.
Mas a nossa liberdade acaba quando invadimos a dos outros.
Conheço o Nélson Brito e o José Godinho o suficiente para os considerar homens dignos e que querem o melhor para a nossa terra. Em cada um dos seus apoiantes há homens e mulheres fiéis a amizades, cumplicidades ou comunhão de ideias que os ligam, legitimamente. Não faço ideia do que fazia José Godinho, antes de ser presidente. Nem quero saber. Sei que tem sido um presidente capaz de dignificar Aljustrel. Com defeitos e virtudes. Não me parece que esteja decadente. Não é a idade que confere competência . Daqui me sirvo para falar do Nélson Brito. Não vejo porque será uma calamidade a sua candidatura. É audaz, intrépido e ambicioso, como foi capaz de provar na corrida pela liderança do PS na concelhia. Ele deve saber que o seu percurso até ao ''cadeirão municipal'' é mais árduo, porque se mostra pela primeira vez ao eleitorado e porque tem gente revoltada no PS local. É bom que os jovens apareçam na política, com vontade de ocupar lugares de topo. Não vem mal nenhum ao mundo. Mas, precisa de uma equipa forte, competente, bem preparada, enfim, credível. Eu respeito muito o Nélson Brito e acho que não devem desvalorizá-lo. Se lhe chamam hoje de Nelsinho para o diminuir, então sejamos justos. Aos 30 anos , o José Godinho também era conhecido por Zézinho. Isto são minudências.
Aquilo que quero saber para decidir o meu sentido de voto, é o que querem PS e PCP para o futuro de Aljustrel. O que têm para propôr e de que forma querem implementar os seus projectos. O que os separa e os distingue nos programas. Discutir quem se esforçou mais pela reabertura da mina ou pela Construção do Centro de Saúde é redutor e sabe a pouco, embora reconheça que são questões pertinentes. O que interessa é o futuro. Alguns podem estar a dizer que «dou uma no cravo, outra na ferradura», mas confesso que não me sinto esclarecido, ainda que haja uma atenuante : a campanha ainda não começou. Mas, já estamos em pré-campanha.
Pelo que vi, li e ouvi não encontro nada de novo. É por isso que estou indeciso, mas vou votar. Só não quero entregar o boletim em branco."
Aljustrel
Mais uma vez destacamos aqui um óptimo comentário, acho que está tudo dito, deixem-se de guerrinhas ridiculas, pois isso não nos leva a lado nenhum.
O nosso muito obrigado ao Sr. Aljustrel!